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domingo, 17 de julho de 2016

Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

A 17 de julho de 1996, é criada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. No ano de 2002, após conquistar independência, Timor-Leste foi acolhido como país integrante.

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terça-feira, 12 de julho de 2016

Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa

A 12 de julho de 1945, é inaugurada, na Academia de Ciências de Lisboa, a Conferência Inter-académica Luso-brasileira da Língua Portuguesa, a fim de debater a unificação ortográfica do idioma comum aos dois países. O acordo daqui resultante acabaria por ser adotado apenas por Portugal, através do decreto n.º 35 228, de 8 de dezembro de 1945. 

domingo, 10 de julho de 2016

É normal que ganhe Portugal

Portugal tem tudo a favor: joga em casa do adversário, com um público contra, um árbitro contra (já o vimos na semifinal) e o ex-chefe da casa de apostas, Platini contra.
Tem também contra toda a crítica desportiva europeia, que vê no futebol da França a quintessência, embora a Roménia os tenha assustado, tal como a Albânia e a Alemanha bailou diante deles, antes e depois de uma grande penalidade suspeita.
A crítica francesa está com nojo de Portugal porque, dizem, é aborrecido, certamente arrebatados com o jogo francês nos meinhos nos treinos; Rothen, um medíocre, fala mal de Portugal e o exemplo de desportivismo, Henry – o mão da vergonha –  também subestima Portugal; e o que dizer da crítica espanhola? A Croácia tornou-se a melhor seleção quando venceu a Espanha, mas três dias depois defraudou as expectativas. É que Portugal tinha-os vencido. Transmutação semelhante aconteceu com o País de Gales, da excelência à vulgaridade, segundo os críticos, depois de passar pelo filtro português.
Os jogadores portugueses não são os melhores, ainda que alguns de segunda linha brilhem na Liga francesa; nem são mediáticos, mas são bons, alguns muito bons e um extraordinário. Com tal desprezo e o pouco que acompanha a sorte dos campeões, é normal que ganhe Portugal.
Javier Martin, jornalista do diário desportivo espanhol As

quarta-feira, 25 de maio de 2016

segunda-feira, 23 de maio de 2016

A Inquisição em Portugal

A 23 de maio de 1536, no reinado de D. João III, é instituída, por bula do papa Paulo III, a Inquisição em Portugal.
Ao longo de quase 300 anos, esta foi uma das instituições mais temidas em Portugal. Para garantir uma fé católica com elevado grau de pureza, milhares de pessoas foram perseguidas, torturadas e mortas na fogueira. Nenhuma heresia escapava ao Santo Ofício.

O ofício deste tribunal eclesiástico era inquirir dos desvios da fé católica, das heresias e das demais práticas pagãs. Todas as denúncias eram aceites, uma carta anónima ou um boato constituíam factos suficientes para iniciar um processo inquisitorial que permanecia secreto para a maioria. Os inquisidores tinham centenas de pessoas ao seu serviço e dispunham de uma rede de informadores a quem atribuíam recompensas e privilégios, como a isenção de pagar impostos, por exemplo. Trabalhar para a Inquisição, como ficou conhecido o tribunal do Santo Ofício, era também uma promoção social.

sábado, 7 de maio de 2016

Os Descobrimentos Portugueses e a Europa do Renascimento

Com a presença do Presidente da República General Eanes e do secretário-geral do Conselho da Europa, é inaugurada, em Lisboa, a 7 de maio de 1983, a XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura do Conselho da Europa, subordinada ao tema Os Descobrimentos Portugueses e a Europa do Renascimento. Na montagem da exposição e nos trabalhos prévios de restauro ou adaptação dos cinco núcleos onde a exposição teve lugar (Igreja da Madre de Deus, Casa dos Bicos, Museu Nacional de Arte Antiga, Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém) despenderam-se cerca de 800 milhões de escudos. A exposição esteve aberta ao público desde 9 de maio até 2 de outubro.

domingo, 24 de abril de 2016

Gliese 581 c

A 24 de abril de 1997, astrónomos de Portugal, França e Suíça anunciam ter descoberto um planeta orbitando na zona habitável do sistema da estrela anã vermelha Gliese 581. Batizado Gliese 581 c, esta “Super Terra”, com um valor estimado de diâmetro cinquenta por cento maior que o da Terra, situa-se a 20,5 anos-luz de distância, aproximadamente 180 trilhões de Quilómetros. É o primeiro planeta possivelmente habitável encontrado fora do sistema solar.

Sobremesa: cocada mole da vó Izabel (Foto: Rogério Voltan)

sábado, 19 de março de 2016

O último Rei da Monarquia

D. Manuel II de Portugal ascende ao reinado no dia 1 de fevereiro de 1908, o dia em que foram assassinados seu pai, o rei D. Carlos e seu irmão D. Luis Filipe. Viria a ser deposto dois anos mais tarde, em 1910, com a implantação da república.

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sexta-feira, 18 de março de 2016

D. João IV

Filho de D. Teodósio, duque de Bragança e de D. Ana Velasco, casou em 1633 com D. Luísa de Gusmão, espanhola da casa de Medina Sidónia. 
Em 1638, os conjurados da Revolução de 1640 tinham procurado obter a aceitação de D. João para uma revolta contra Espanha. Mas as hesitações, ou cautelas, do duque fizeram levantar a hipótese de se conseguir o regresso do infante D. Duarte, solução que falhou, tendo-se mesmo encarado a instauração de uma república, nos moldes da das Províncias Unidas. 
A verdade é, que depois da sua aclamação como rei a 15 de dezembro de 1640, todas as hesitações desapareceram e D. João IV fez frente às dificuldades com um vigor que muito contribuiu para a efetiva restauração da independência de Portugal. Da atividade global do seu reinado, deveremos destacar o esforço efetuado na reorganização do aparelho militar - reparação das fortalezas das linhas defensivas fronteiriças, fortalecimento das guarnições, defesa do Alentejo e Beira e obtenção de material e reforços no estrangeiro; a intensa e inteligente atividade diplomática junto das cortes da Europa, no sentido de obter apoio militar e financeiro, negociar tratados de paz ou de tréguas e conseguir o reconhecimento da Restauração; a ação desenvolvida para a reconquista do império ultramarino, no Brasil e em Africa; a alta visão na escolha dos colaboradores; enfim, o trabalho feito no campo administrativo e legislativo, procurando impor a presença da dinastia nova. 
Quando morreu, o reino não estava ainda em segurança absoluta, mas D. João IV tinha-lhe construído umas bases suficientemente sólidas para vencer a crise. Sucedeu-lhe D. Afonso VI, seu segundo filho.  

Pão de ló de chocolate

sábado, 12 de março de 2016

Embaixada ao Papa Leão X

A 12 de março de 1514, chega a Roma uma faustosa embaixada enviada ao papa Leão X pelo rei D. Manuel I de Portugal. Entre os muitos animais exóticos que acompanhavam a embaixada, ia um elefante carregado com uma arca de ouro.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Basílica de Mafra

D. João V, rei de Portugal, havia prometido construir uma basílica se a sua esposa, D. Maria Ana Josefa de Áustria, lhe desse descendência. O nascimento da princesa D. Maria Bárbara foi interpretado por este monarca como uma graça divina, pelo que, não olhando a despesas, mandou construir, em Mafra, um enorme edifício composto por uma basílica, um palácio real e um convento com uma das mais belas bibliotecas europeias. Às 7 horas da manhã de 22 de Outubro de 1730, dia em que o rei fazia 41 anos de idade, iniciou-se a festa de consagração da basílica, que se prolongaria até às 7 de manhã do dia seguinte. Foi servido, na ocasião, um banquete popular a 9000 pessoas. As festas acabariam por se estender por mais 7 dias, ao som das melodias dos dois enormes carrilhões mandados vir expressamente de Antuérpia.

A- Cornocópias

domingo, 18 de outubro de 2015

António José da Silva

A 18 de outubro de 1739, morre, em Lisboa, queimado num auto de fé levado a cabo pela Inquisição, António José da Silva, dramaturgo e escritor português nascido no Brasil. Embora fosse judeu, teve de se afirmar como Cristão-Novo, devido à perseguição que Portugal fazia, na época, a todas as pessoas da religião judaica.  "Anfitrião", de 1736, e "Guerras do Alecrim e Manjerona", de 1737 são duas das suas obras mais conhecidas.
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sábado, 9 de maio de 2015

Afonso da Maia

Provavelmente o personagem mais simpático do romance "Os Maias", e aquele que Eça de Queirós mais valorizou. Não se lhe conhecem defeitos. É um homem de carácter culto e requintado nos gostos. Enquanto jovem adere aos ideais do Liberalismo e é obrigado, pelo seu pai, a sair de casa; instala-se em Inglaterra mas, falecido o pai, regressa a Lisboa para casar com Maria Eduarda Runa. Dedica a sua vida ao neto Carlos. Já velho passa o tempo em conversas com os amigos, lendo com o seu gato – Reverendo Bonifácio – aos pés, opinando sobre a necessidade de renovação do país. É generoso para com os amigos e os necessitados. Ama a natureza e o que é pobre e fraco. Tem altos e firmes princípios morais. Morre de uma apoplexia, quando descobre os amores incestuosos dos seus netos. É o símbolo do velho Portugal que contrasta com o novo Portugal – o da Regeneração – cheio de defeitos. É o sonho de um Portugal impossível por falta de homens capazes.

sábado, 11 de abril de 2015

Decreto 22 469

A Constituição Portuguesa de 1933, publicada a 11 de abril, consigna, no artigo 8º, «a liberdade de pensamento sob qualquer forma». Porém, no mesmo dia, sai o Decreto 22 469 que refere, no artigo 20º, que «leis especiais regularão o exercício da liberdade de pensamento» e no artigo 3º que a função da censura será «impedir a perversão da opinião pública na sua função de força social e deverá ser exercida por forma a defendê-la de todos os fatores que a desorientem contra a verdade, a justiça, a moral, a boa administração e o bem comum, e a evitar que sejam atacados os princípios fundamentais da organização da sociedade». A subjetividade inerente às normas do que seria a verdade, a justiça e a moral levaram à introdução, por parte do Estado Novo, de critérios censórios que, na prática, cercearam, durante quatro décadas, toda a liberdade de pensamento em Portugal, apesar desta estar consagrada na Constituição.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Tratado de Santo Ildefonso

Tratado assinado entre os soberanos de Portugal e Espanha a 1 de outubro de 1777, em Santo Ildefonso (Espanha), que de certa maneira reafirmava os pontos constantes do Tratado de Madrid. Os dois países acordaram no estabelecimento dos limites das suas colónias na América do Sul. Portugal cedeu a colónia do Sacramento, as missões da margem esquerda do Rio Uruguai e a soberania sobre o Rio da Prata. A Portugal foi restituída a Ilha de Santa Catarina (Brasil).

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Ilse Lieblich Losa

Ilse Lieblich Losa foi uma escritora portuguesa de origem judaica. Nascida na Alemanha (1913), frequentou o liceu em Osnabrück e Hildesheim e mais tarde um instituto comercial em Hannover. Ameaçada pela Gestapo de ser enviada para um campo de concentração devido à sua origem judaica, abandonou o seu país natal em 1930. Deslocou-se primeiro para Inglaterra onde teve os primeiros contactos com escolas infantis e com os problemas das crianças. Chegou a Portugal em 1934, tendo-se fixado na cidade do Porto, onde casou com o arquiteto Arménio Taveira Losa, tendo adquirido a nacionalidade portuguesa. Em 1943, publicou o seu primeiro livro "O mundo em que vivi" e desde dessa altura, dedicou a sua vida à tradução e à literatura infanto-juvenil, tendo sido galardoada em 1984 com o Grande Prémio Gulbenkian para o conjunto da sua obra dirigida às crianças. Em 1998 recebeu o Grande Prémio de Crónica, da APE (Associação Portuguesa de Escritores) devido à sua obra "À Flor do Tempo". Colaborou em diversos jornais e revistas, alemães e portugueses, está representada em várias antologias de autores portugueses e colaborou na organização e traduziu antologias de obras portuguesas publicadas na Alemanha. Traduziu do alemão para português alguns dos mais consagrados autores. Segundo Óscar Lopes "(...) os seus livros são uma só odisseia interior de uma demanda infindável da pátria, do lar, dos céus a que uma experiência vivida só responde com uma multiplicidade de mundos que tanto atraem como repelem e que todos entre si se repelem." 
Faleceu no Porto, no dia 6 de janeiro de 2006.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

sábado, 18 de outubro de 2014

António José da Silva

A 18 de outubro de 1739, morre, em Lisboa, queimado num auto de fé levado a cabo pela Inquisição, António José da Silva, dramaturgo e escritor português nascido no Brasil. Embora fosse judeu, teve de se afirmar como Cristão-Novo, devido à perseguição que Portugal fazia, na época, a todas as pessoas da religião judaica. 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Tratado de Alcáçovas

A rivalidade entre Portugal e Castela sobre o domínio das terras descobertas cedo se fez sentir. Ainda no século XIV, as duas nações ibéricas reivindicaram a soberania sobre as ilhas Canárias e áreas do litoral africano, gerando alguns conflitos e questões diplomáticas. A dificuldade de resolver essas questões conduziu à necessidade de intervenção do Papa, principal autoridade reconhecida internacionalmente.
É nesse contexto que a 4 de Setembro de 1479, é assinado, em Alcáçovas, entre Afonso V de Portugal e os Reis Católicos Isabel de Castela e Fernando de Aragão, um tratado pondo fim à Guerra de sucessão de Castela (1479-1480). O Tratado continha, também, cláusulas sobre o domínio do Oceano Atlântico por ambos os países. Divide a Terra através de um paralelo traçado a sul das Canárias, que reconheceu a Portugal o poder exclusivo sobre as terras a sul do arquipélago, ficando essas ilhas na posse de Castela.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Maria de Lourdes Pintassilgo

Por iniciativa presidencial, é divulgada, a 30 de julho de 1979, a composição do V Governo Constitucional. A engenheira química Maria de Lourdes Pintassilgo entra na história como a única mulher que até hoje desempenhou o cargo de primeiro-ministro em Portugal, tendo estado em funções desde 1 de agosto de 1979 a 3 de janeiro de 1980. Foi, também, a segunda mulher a desempenhar este cargo em toda a Europa, dois meses depois da tomada de posse de Margaret Thatcher.