Provavelmente
o personagem mais simpático do romance "Os Maias", e aquele que Eça de Queirós mais
valorizou. Não se lhe conhecem defeitos. É um homem de carácter
culto e requintado nos gostos. Enquanto jovem adere aos ideais do
Liberalismo e é obrigado, pelo seu pai, a sair de casa; instala-se
em Inglaterra mas, falecido o pai, regressa a Lisboa para casar com
Maria Eduarda Runa. Dedica a sua vida ao neto Carlos. Já velho passa
o tempo em conversas com os amigos, lendo com o seu gato –
Reverendo Bonifácio – aos pés, opinando sobre a necessidade de
renovação do país. É generoso para com os amigos e os
necessitados. Ama a natureza e o que é pobre e fraco. Tem altos e
firmes princípios morais. Morre de uma apoplexia, quando descobre os
amores incestuosos dos seus netos. É o símbolo do velho Portugal
que contrasta com o novo Portugal – o da
Regeneração –
cheio
de defeitos. É o sonho de um Portugal impossível por falta de
homens capazes.
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sábado, 9 de maio de 2015
Afonso da Maia
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segunda-feira, 31 de março de 2014
João da Ega
João da Ega é a projeção literária de Eça de Queirós. Tal como Eça, usava "um vidro entalado no olho", tinha "nariz adunco, pescoço esganiçado, punhos tísicos e pernas de cegonha".
É um personagem contraditório. Por um lado, romântico e sentimental, por outro, progressista e crítico, sarcástico do Portugal Constitucional.
Era o Mefistófeles de Celorico. Amigo íntimo de Carlos desde os tempos de Coimbra, onde se formara em Direito (muito lentamente). A mãe era uma rica viúva e beata que vivia ao pé de Celorico de Bastos, com a filha.
Boémio, excêntrico, exagerado, caricatural, anarquista sem Deus e sem moral. É leal com os amigos. Sofre também de diletantismo (concebe grandes projetos literários que nunca chega a executar). Terminado o curso, vem viver para Lisboa e torna-se amigo inseparável de Carlos. Como este, também ele teve a sua grande paixão - Raquel Cohen. Não passa de um falhado, corrompido pela sociedade.
Encarna a figura defensora dos valores da escola realista por oposição à romântica. Na prática, revela-se um eterno romântico.
Nos últimos capítulos ocupa um papel de grande relevo no desenrolar da intriga. É a ele que Guimarães entrega o cofre. É juntamente com ele, que Carlos revela a verdade a Afonso. É ele que diz a verdade a Maria Eduarda e a acompanha quando esta parte para Paris definitivamente.
Personagem de Os Maias, de Eça de Queirós
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sábado, 1 de março de 2014
Condessa de Gouvarinho
Cabelos crespos e ruivos, nariz petulante, olhos escuros e brilhantes, bem feita, pele clara, fina e doce; é casada com o conde de Gouvarinho e é filha de um comerciante inglês do Porto.
É imoral e sem escrúpulos. Trai o marido, com Carlos, sem qualquer tipo de remorsos. Questões de dinheiro e a mediocridade do conde fazem com que o casal se desentenda.
Envolve-se com Carlos e revela-se apaixonada e impetuosa. Este deixa-a, pois acaba por perceber que ela é uma mulher sem qualquer interesse, demasiado fútil.
No final, depois de ter levado uma sova do marido, que descobriu a traição, tudo fica bem entre o casal.
Personagem de Os Maias de Eça de Queirós
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