De
repente achei-me cercado de ódios; cortaram-me os viveres na empresa
do jornal, nas aulas de Direito tiraram-me a mesquinha distinção
académica, os críticos espalmaram-me rudemente, os livreiros
recusaram-se a dar publicidade ao que escrevia, e os patriarcas das
letras com o peso da sua autoridade sorriam com equívocos sobre o
meu valor intelectual, chegando a circularem lendas depressivas do
meu carácter e costumes, que só consegui
desfazer com uma vida às claras e cheia de ignorados sacrifícios.
Outro qualquer se teria rendido. Vi-me forçado a inverter as bases
da minha existência, abandonando a Arte que me seduzia, porque me
abandonara a serenidade contemplativa, e lancei-me à crítica, à
erudição, à ciência, à filosofia.
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domingo, 29 de maio de 2016
sábado, 7 de maio de 2016
Os Descobrimentos Portugueses e a Europa do Renascimento
Com
a presença do Presidente da República General Eanes e do
secretário-geral do Conselho da Europa, é inaugurada, em Lisboa, a
7 de maio de 1983, a XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e
Cultura do Conselho da Europa, subordinada ao tema Os
Descobrimentos Portugueses e a Europa do Renascimento.
Na montagem da exposição e nos trabalhos prévios de restauro ou
adaptação dos cinco núcleos onde a exposição teve lugar (Igreja
da Madre de Deus, Casa dos Bicos, Museu Nacional de Arte Antiga,
Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém) despenderam-se cerca de
800 milhões de escudos. A exposição esteve aberta ao público
desde 9 de maio até 2 de outubro.
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