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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Gustavus Vassa

Olaudah Equiano, mais conhecido por Gustavus Vassa foi um escravo ibo feito prisioneiro aos 11 anos de idade por traficantes de escravos na atual Nigéria e levado para os Estados Unidos. Este viria a comprar a sua própria liberdade e a desempenhar um papel importante no movimento abolicionista inglês.
A sua autobiografia, The Interesting Narrative of the Life of Olaudah Equiano, or Gustavus Vassa, the African,  publicada em 1789, conta a história da sua vida antes, durante e depois da escravidão, e contribuiu para a criação do Ato contra o Comércio de Escravos de 1807 que aboliu o comércio de escravos no Império Britânico.
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sábado, 25 de junho de 2016

Liberdade

Ser livre é querer ir e ter um rumo
e ir sem medo,
mesmo que sejam vãos os passos.
É pensar e logo
transformar o fumo
do pensamento em braços.
É não ter pão nem vinho,
só ver portas fechadas e pessoas hostis
e arrancar teimosamente do caminho
sonhos de sol
com fúrias de raiz.
É estar atado,amordaçado,em sangue, exausto
e, mesmo assim,
só de pensar gritar
gritar
e só de pensar ir
ir e chegar ao fim.
Armindo Rodrigues

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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Hino à Alegria

A melodia escolhida para simbolizar a UE é o «Hino à Alegria», composto por Ludwig Van Beethoven em 1823, enquanto parte da Nona Sinfonia, para o poema com o mesmo nome de Friedrich Schiller, de 1785.
Este hino simboliza não só a União Europeia, mas também a Europa num sentido mais lato. O poema «Hino à Alegria» evoca o ideal da fraternidade de Schiller, partilhado por Beethoven.
Em 1972, o Conselho da Europa adotou o «Hino à Alegria» de Beethoven como o hino desta organização. Em 1985, foi a vez dos dirigentes europeus de também o adotarem como hino oficial da União Europeia. O hino, que não tem letra, utiliza a linguagem universal da música para exaltar os ideais europeus da liberdade, paz e solidariedade.
O hino europeu não se destina a substituir os hinos nacionais dos países da UE, mas antes a celebrar os valores que estes partilham. É tocado em cerimónias oficiais que contam com a participação da União Europeia e, de uma forma geral, em todos os tipos de eventos de caráter europeu.

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segunda-feira, 25 de abril de 2016

O Dia da Liberdade

Este dia é um canteiro
com flores todo o ano
e veleiros lá ao largo
navegando a todo o pano.
E assim se lembra outro dia febril
que em tempos mudou a história
numa madrugada de Abril,
quando os meninos de hoje
ainda não tinham nascido
e a nossa liberdade
era um fruto prometido,
tantas vezes proibido,
que tinha o sabor secreto
da esperança e do afeto
e dos amigos todos juntos
debaixo do mesmo teto.
José Jorge Letria

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Decreto 22 469

A Constituição Portuguesa de 1933, publicada a 11 de abril, consigna, no artigo 8º, «a liberdade de pensamento sob qualquer forma». Porém, no mesmo dia, sai o Decreto 22 469 que refere, no artigo 20º, que «leis especiais regularão o exercício da liberdade de pensamento» e no artigo 3º que a função da censura será «impedir a perversão da opinião pública na sua função de força social e deverá ser exercida por forma a defendê-la de todos os fatores que a desorientem contra a verdade, a justiça, a moral, a boa administração e o bem comum, e a evitar que sejam atacados os princípios fundamentais da organização da sociedade». A subjetividade inerente às normas do que seria a verdade, a justiça e a moral levaram à introdução, por parte do Estado Novo, de critérios censórios que, na prática, cercearam, durante quatro décadas, toda a liberdade de pensamento em Portugal, apesar desta estar consagrada na Constituição.

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domingo, 15 de novembro de 2015

O Caminho da Vida

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém afastamo-nos dele.
A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio ... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas sentimo-nos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Os nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; a nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

Charlie Chaplin

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sábado, 18 de julho de 2015

Ditadura

A ditadura é sempre um ataque às liberdades públicas, quer ela se apresente com semblante hipocritamente jovial, quer com aspeto carrancudo; a ditadura é sempre um golpe de estado, um salto formidável arriscado, em que se pretende ultrapassar a baliza que separa a lei do arbítrio.

in O Século n.º 134, de 18-07-1881, p. 1 

sábado, 27 de junho de 2015

Conquista

Livre não sou, que nem a própria vida 
Mo consente. 
Mas a minha aguerrida 
Teimosia 
É quebrar dia a dia 
Um grilhão da corrente. 

Livre não sou, mas quero a liberdade. 
Trago-a dentro de mim como um destino. 
E vão lá desdizer o sonho do menino 
Que se afogou e flutua 
Entre nenúfares de serenidade 
Depois de ter a lua! 
Miguel Torga, in Cântico do Homem


sábado, 13 de junho de 2015

Liberdade

Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí.
John Lennon

sábado, 9 de agosto de 2014

Ode à Paz

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza, 
Pelas aves que voam no olhar de uma criança, 
Pela limpeza do vento, pelos atos de pureza, 
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança, 
Pela branda melodia do rumor dos regatos, 


Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia, 
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos, 
Pela exatidão das rosas, pela Sabedoria, 
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes, 
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos, 
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes, 
Pelos aromas maduros de suaves outonos, 
Pela futura manhã dos grandes transparentes, 
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra, 
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas 
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra, 
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna, 
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz. 
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira, 
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz, 
Abre as portas da História, 

                                              deixa passar a Vida!

Natália Correia, Inéditos (1985/1990)


sábado, 10 de maio de 2014

Invictus

Dentro da noite que me rodeia
Negra como um poço de lado a lado
Agradeço aos deuses que existem
por minha alma indomável

Sob as garras cruéis das circunstâncias
eu não tremo e nem me desespero
Sob os duros golpes do acaso
Minha cabeça sangra, mas continua erguida

Mais além deste lugar de lágrimas e ira,
Jazem os horrores da sombra.
Mas a ameaça dos anos,
Me encontra e me encontrará, sem medo.

Não importa quão estreito o portão
Quão repleta de castigo a sentença,
Eu sou o senhor de meu destino
Eu sou o capitão de minha alma.

William Ernest Henley