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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

1941 - Uma guerra global

A 8 de dezembro de 1941, a Grã-Bretanha, a Austrália e os Estados Unidos da América declaram guerra ao Japão. O Sião é invadido pelas forças nipónicas. A Rádio de Tóquio anuncia a entrada de tropas japonesas na Tailândia. Em Singapura, uma formação naval japonesa é atacada por aviões ingleses, tendo sido atingido o navio almirante. Nove aviões japoneses bombardeiam Kaulun, a partir de Hong Kong. A aviação nipónica lança violentos ‘raids’ contra ilhas norte-americanas no pacífico. Sobre todos estes acontecimentos, o Diário de Lisboa de 9 de dezembro de 1941 escreve: «A guerra universaliza-se, pois abrange, de perto ou de longe, todos os povos e, o que é mais, a própria civilização».

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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Uma guerra global

A 8 de dezembro de 1941, a Grã-Bretanha, a Austrália e os Estados Unidos da América declaram guerra ao Japão. O Sião é invadido pelas forças nipónicas. A Rádio de Tóquio anuncia a entrada de tropas japonesas na Tailândia. Em Singapura, uma formação naval japonesa é atacada por aviões ingleses, tendo sido atingido o navio almirante. Nove aviões japoneses bombardeiam Kaulun, a partir de Hong Kong. A aviação nipónica lança violentos ‘raids’ contra ilhas norte-americanas no pacífico. Sobre todos estes acontecimentos, o Diário de Lisboa de 9 de dezembro de 1941 escreve: «A guerra universaliza-se, pois abrange, de perto ou de longe, todos os povos e, o que é mais, a própria civilização».

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sexta-feira, 6 de junho de 2014

D. João III - O Piedoso

Nos primeiros anos do seu reinado, D. João III continuou com uma política de expansão, o que resultou em os portugueses serem os primeiros europeus a atingirem a China e o Japão. No entanto, par que Portugal pudesse continuar na posse e administração dos locais por si descobertos, era necessário enviar constantemente homens e embarcações a esses locais, o que ficava muitíssimo caro. Além disso, com o reforço do império Otomano, os turcos começaram a atacar o monopólio comercial português na Índia. Por isso, D. João III decidiu abandonar diversas praças comerciais do Norte de África, que eram alvo constante dos ataques dos muçulmanos.
Para contrabalançar estas perdas, D. João III avança com a exploração e o povoamento do Brasil através do sistema de capitanias. Mais tarde, visto que o Brasil era constantemente alvo de ataques de outras nações europeias, ele decide criar aí o cargo de governador geral para o qual destaca Tomé de Sousa.

Com Espanha, ele promoveu uma série de alianças através de casamentos, casando ele próprio com D. Catarina, dando D. Isabel como esposa a Carlos V e D. Maria a Filipe II, assegurando assim a paz entre estes dois povos vizinhos.
Com França, D. João III manteve-se neutro no que diz respeito à guerra com Espanha, mas manteve-se firme contra os ataques dos corsários franceses.
Com Roma, D. João III consegue um fortalecimento das relações por introduzir em Portugal a Inquisição (que já havia sido pedida anteriormente por D. Manuel I) e com a adesão do clero português à Contra-reforma.
Com a Inglaterra, a Flandres e os países do Báltico, D. João III intensificou as relações comerciais.

A nível cultural, com o apoio de D. João III, Portugal aderiu à cultura humanista. Nas letras, sobressaíram-se Gil Vicente, Garcia de Resende, Sá de Miranda, Bernardim Ribeiro, João de Barros e principalmente Luís de Camões. Nas ciências destacaram-se Pedro Nunes e Garcia de Orta.
Na educação, D. João III atribuiu bolsas de estudo a vários jovens portugueses em países estrangeiros, transferiu definitivamente a Universidade para Coimbra, tornou-se o fundador de diversos colégios, e ainda, admitiu e apoiou os Jesuítas em Portugal, de forma a alargar o ensino pelo país.

É debaixo do reinado de João III que são enviados os primeiros missionários portugueses para a evangelização dos povos das terras administradas por Portugal. Desses destacaram-se São Francisco Xavier, enviado para o Oriente, e o padre Manuel da Nóbrega que foi enviado para o Brasil.

Apesar de ser um homem muito religioso (daí o cognome Piedoso), D. João III é descrito por muitos como um homem infeliz, visto que tendo sido pai de dez filhos, viu todos estes morrerem ainda enquanto era vivo, o que punha em causa a sucessão ao trono.
No entanto, um dos seus filhos, o príncipe D. João, viveu ainda o tempo suficiente para se casar e dar à luz um filho, vindo a falecer quando a sua esposa estava prestes a dar à luz D. Sebastião, que nasceu em janeiro de 1554.

Hoje, podemos encontrar o túmulo de D. João III no Mosteiro dos Jerónimos.