A
27 de julho de 1970, morre, em Lisboa, o ditador António de Oliveira
Salazar. Foi Ministro das Finanças entre 1928 e 1932 e dirigiu os
destinos de Portugal, como Presidente do Conselho de Ministros, entre
1932 e 1968, altura em que, por ter caído de uma cadeira e haver
ficado inutilizado para o desempenho de tarefas governativas, é
substituído por Marcelo Caetano. Curiosamente,
no dia em que o país tem conhecimento da sua morte, realiza-se o
Exame Nacional de Português. O Texto a analisar é a cena IV do Acto
III de Frei
Luís de Sousa,
de Almeida Garrett. Telmo, o fiel escudeiro de D. João de Portugal,
quando este aparece vestido de Romeiro, diz: «Meu Deus, meu Deus,
levai o velho que já não presta para nada, levai-o, por quem sois!»
Claro está que o meio estudantil conotou ironicamente esta passagem
textual com a morte de Salazar.
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segunda-feira, 27 de julho de 2015
domingo, 19 de outubro de 2014
O Homem deformado pela Sociedade
Formou
Deus o homem, e o pôs num paraíso de delícias; tornou a formá-lo
a sociedade, e o pôs num inferno de tolices. O homem — não o
homem que Deus fez, mas o homem que a sociedade tem contrafeito,
apertando e forçando em seus moldes de ferro aquela pasta de limo
que no paraíso terreal se afeiçoara à imagem da divindade — o
homem assim aleijado como nós o conhecemos, é o animal mais
absurdo, o mais disparatado e incongruente que habita na terra.
Almeida Garrett, in Viagens na minha Terra
domingo, 27 de julho de 2014
"Meu Deus, meu Deus, levai o velho que já não presta para nada, levai-o, por quem sois!"
A
27 de Julho de 1970, morre, em Lisboa, o ditador António de Oliveira
Salazar. Foi Ministro das Finanças entre 1928 e 1932 e dirigiu os
destinos de Portugal, como Presidente do Conselho de Ministros, entre
1932 e 1968, altura em que, por ter caído de uma cadeira e haver
ficado inutilizado para o desempenho de tarefas governativas, é
substituído por Marcelo Caetano.
Curiosamente,
no dia em que o povo tem conhecimento da sua morte, realiza-se o
Exame Nacional de Português. O Texto a analisar é a cena IV do Acto
III de Frei
Luís de Sousa,
de Almeida Garrett. Telmo, o fiel escudeiro de D. João de Portugal,
quando este aparece vestido de Romeiro, diz: «Meu Deus, meu Deus,
levai o velho que já não presta para nada, levai-o, por quem sois!»
Claro está que o meio estudantil conotou ironicamente esta passagem
textual com a morte de Salazar.
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