A
1 de janeiro de 1669, através do "Dilectum
Filium",
o papa Inocêncio XII reconhece a restauração da independência de
Portugal.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
domingo, 28 de dezembro de 2014
Não me prendo
Não
me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão.
Tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços,
sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta
e silêncio. Serei o que tu quiseres, mas só quando eu quiser.
Clarice
Lispector
Etiquetas:
abraços,
ânimo,
clarice lispector,
companhia,
coração,
humor,
inconstância,
música,
não me prendo,
pedra,
preguiça,
sarcasmo,
silêncio,
solidão,
sono,
sorrisos,
tranquilidade
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Autoconhecimento
Quem
conhece os outros é sábio;
Quem conhece a si mesmo é iluminado.
Lao-Tsé
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Simão Botelho
Protagonista de "Amor de Perdição", de Camilo Castelo Branco, inicialmente
é apresentado como um jovem de temperamento sanguinário e violento.
Perturbador da ordem para defender a plebe com quem convive e
agitador na faculdade, onde luta de forma brutal pelas ideias
jacobinas, o seu carácter transforma-se repentinamente. É que conhecera e amara, durante os três
meses em que esteve em Viseu, a vizinha Teresa. Ele com 17 anos, ela
com 15, passam a viver desde então o amor romântico: um amor que
redime os erros, que modifica as personalidades, que tem na pureza de
intenções e na honestidade de princípios as suas principais
virtudes. Aliás, são as virtudes que caracterizam os sentimentos de
Simão, desde que experimenta este amor. Torna-se recatado, estudioso
e até religioso, o que não o impede de sentir uma sede
incontrolável de vingança, que resulta no assassinato do rival
Baltasar Coutinho. Esse ato exemplifica a proximidade entre “o
sentimento moral do crime” ou “o sentimento religioso do pecado”
e a tentativa de consumação do amor. O modo como assume este crime,
recusando-se a aceitar todas as tentativas de escamoteá-lo, feitas
pelos amigos do seu pai, acaba de configurar o carácter passional do
comportamento de Simão. Nem a possibilidade da forca e do degredo,
nem as misérias sofridas no cárcere conseguem abater a firmeza, a
dignidade, a obstinação que transformam Simão Botelho em símbolo
heróico da resistência do indivíduo perante as vilezas da
sociedade. Por outras palavras, estamos perante um típico herói ultra-romântico.
Etiquetas:
amor de perdição,
amor romantico,
baltasar coutinho,
camilo castelo branco,
carcere,
heroi ultra-romantico,
ideias jacobinas,
sanguinario,
simão botelho,
teresa,
viseu
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
La Bohème
"La
Bohème" é
uma ópera em quatro atos de Giacomo Puccini, com
libreto de Luigi Illicae Giuseppe Giacosa, baseado no livro
de Henri Murger, “Scènes
de la vie de bohème”.
Estreou no Teatro Regio de Turim a 1 de
Fevereiro de 1896, sob a direcção de Arturo
Toscanini.
A
história passa-se em Paris, no início do século XIX, e o argumento
gira em torno de um grupo de artistas em conflito e com falta de
recursos financeiros.
Rodolfo
é poeta e partilha um sótão em Paris com os seus amigos boémios:
Marcello, um pintor, Schaunard, um músico, e Colline, um filósofo.
Os quatro enganam o senhorio que vinha cobrar a renda em atraso e
decidem ir comemorar ao Momus Café. Rodolfo permanece a escrever
quando chega a frágil Mimi e os dois se apaixonam.
No
Quartier Latin, Rodolfo aparece com Mimì no Momus Café e
apresenta-a aos seus amigos. Marcello reencontra Musetta, com um novo
companheiro e os dois reconciliam-se.
Uns
tempos mais tarde, Mimì visita Marcello e, desesperada, conta-lhe
que Rodolfo a abandonou cego de ciúmes. À chegada de Rodolfo, Mimì
esconde-se e percebe pela conversa dos dois amigos que o verdadeiro
motivo do abandono é a sua saúde. Marcello e Musetta também se
separam.
De
regresso ao sótão, Musetta e Mimì, já muito fraca, chegam para
que esta volte a ver, uma vez mais, o seu amado Rodolfo.
Numa
última tentativa de salvar Mimì, Rodolfo corre para a cama a chorar
e a chamar pelo seu nome.
Etiquetas:
colline,
giacomo puccini,
henri murger,
la boheme,
luigi giuseppe giacosa,
marcello,
mimi,
momus cafe,
musetta,
paris,
quartier latin,
rodolfo,
scenes de la vie en boheme,
schaunard
domingo, 21 de dezembro de 2014
Eliminação da Discriminação Racial
A
21 de dezembro de 1965, na Assembleia Geral das Nações Unidas é
adotada, pela Resolução 2106 A (XX), a Convenção para a Eliminação
de Todas as Formas de Discriminação Racial. Nos termos desta
Convenção, os Estados Partes empenham-se em não cometer um ato ou
adotar uma prática de discriminação racial contra indivíduos,
grupos de pessoas ou instituições e a assegurar que as autoridades
públicas e as instituições atuem da mesma maneira; não patrocinar, defender ou sustentar a discriminação racial com
origem em pessoas ou em organizações; rever as políticas
governamentais, nacionais e locais e alterar ou a revogar leis e
regulamentos que constituem ou perpetuem a discriminação racial;
proibir e pôr termo à discriminação racial por pessoas, grupos e
organizações; e fomentar organizações e movimentos
integracionistas ou multiraciais e outros meios de eliminar as
barreiras entre raças, bem como desencorajar tudo aquilo que puder
tender a reforçar a divisão racial.
Etiquetas:
assembleia geral da nações unidas,
convenção,
eliminação da discriminação racial,
integracionistas,
multiraciais,
raças,
resolução 2106 A
sábado, 20 de dezembro de 2014
Tristeza
Uma
história triste agrada sempre. No seu sentido mais profundo, a vida
é bela e alegre. Todos nós tivemos já a experiência disso
milhares de vezes. Provas sobre provas de que não há primavera sem
flores, nem outono sem frutos. Mas, apegados como estamos à
aparência de tudo, esquecemos a voz do profundo, e ouvimos
deliciados o som da superfície. Temos o vício da tristeza.
Miguel Torga
Subscrever:
Mensagens (Atom)





